sábado, 26 de dezembro de 2020

Nova fase

 Resolvi me dedicar melhor ao blog, mas vou começar do zero. Aqui há muita bagagem - e muito que não quero nem estou preparada para dividir com todo mundo.


Portanto, se você de vez em quando cai aqui de para-quedas, me visite em:

carlawalker.com.br

Te espero lá! :-)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Eu só quero escrever quando estou triste

 É engraçado, até. Mas só sinto saudades e necessidade de estar aqui, no blog, quando estou triste. 


Hoje era pra ser um dia cheio de comemorações. Eu e meu marido compramos uma viagem pro Sul, nosso lugar favorito no Brasil. Depois de um ano tão cheio de caos e dificuldades, estamos precisando escapar um pouco.


E então, um pequeno gesto, uma coisa tão pequena, de verdade, tão simbólica, arrasou minha noite. Não, não foi meu marido que me magoou. Ele só me abraçou e me deixou chorar. Não falou uma palavra. Depois disse que ia fazer uma comida bem gostosa pra mim (e está lá cozinhando agora). 


Já perceberam como às vezes o menor dos gestos é o que finalmente transborda o copo? Todos os dias, pequenas atitudes, palavras e olhares vão enchendo o meu copo. Eu tudo suporto, tudo aturo, tudo relevo. Até que um dia, meu limite transborda.


Minha catarse é a mesma de sempre: ouvir Ingrid Michaelson e Anna Nalick no banho, chorar tudo o que eu preciso chorar e escrever. Ah, escrever, mas como estou enferrujada! Como estou sem coragem! 


Ao final desse post, tão vago e sem forma, meu coração já segue mais leve. O cheirinho vindo da cozinha indica que em breve meu marido vai me alimentar, pra tentar me deixar mais feliz. Polenta e frango ao molho de tomate, é o que temos pra hoje. 


Nada como um desabafo, um choro livre, um comida quentinha e um abraço de amor pra fazer a gente se sentir bem. Nada como ser ouvida sem ser julgada. Nada como silenciar o barulho lá de fora e ouvir apenas o nosso lar, tão acolhedor e familiar. Nada como encontrar a paz depois do turbilhão de sentimentos que a tempestade traz. 



quinta-feira, 4 de julho de 2019

Ah, os velhos tempos de blog

Oi! Alguém aí?

Gente, eu costumava escrever muito. Eu costumava ler também. Hoje não faço nem um nem outro. Me peguei pensando no blog, e não lembrava nem o endereço mais. Acessei porque a senha estava salva aqui no computador.

Reli alguns posts e me revi aqui. Tão triste, tão angustiada, tão cheia de dúvidas e tão confusa. Fiquei aqui, contemplando a Kiki de 28 anos. Alguns textos meio vagos e enigmáticos trouxeram a tona alguns eventos de forma muito nítida. Fiquei pensando em toda a jornada até aqui e em como me tornei mais forte.

Sabe, quem diz que as pessoas não mudam está completamente errado. Eu mudei muito nos últimos anos. Me coloquei de volta no controle da minha vida.

Quem me conhece ou me acompanha há tempos sabe que eu casei e 1 ano e meio depois me separei. Tanto o casamento quanto a separação foram muito difíceis pra mim. Não a separação em si (que foi um alívio, pra ser sincera), mas tudo o que veio em seguida.

Sair de um relacionametno traumático e abusivo é libertador. Mas só quem já passou por isso (e saiu) sabe o quanto a gente fica sem identidade. Sem rumo. Sem norte.

Demorei mais um ano praticamente pra me encontrar de novo. Eu lembro até o dia específico em que consegui colocar minha vida de volta nos trilhos. Estava em um show de Paulo César Baruk e uma música mexeu muuuuito comigo. Eu estava sozinha em um show na praia e chorei copiosamente. Chorei, chorei, chorei e fiz um acordo comigo mesma. Eu ia voltar a controlar a minha vida.

Desde então tanta coisa aconteceu.

Conheci meu atual marido. Troquei de emprego. Refinei minhas amizades. Deletei algumas pessoas da minha vida. E hoje sou tão absurdamente mais forte.

Tanta coisa mudou.

Mas tem uma coisa que eu nunca mais fiz e que eu deveria voltar a fazer: escrever.

Não sei quem ainda acessa o blog, quem ainda recebe as notificações, mas quem quiser: deixa um comentário pra eu saber quem ainda está por aí.

Vamos voltar a conversar. Estava com saudades.

Li alguns comentários antigos que eu não tinha lido. Obrigada pelo apoio, pelo carinho e pela força.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Algum dia.

Já faz aproximadamente um ano e 4 meses desde que eu saí de casa. Desisti, ao menos emocionalmente. E em menos de 1 mês fará um ano desde a oficialização da minha separação. Estou solteira depois de um relacionamento que, sinceramente, nunca foi normal. Não sinto falta de praticamente nada do meu ex e muitas vezes mal lembro de que um dia fui casada. Sinto falta de ter minhas coisas, minha casinha. Sinto falta da época que morei sozinha. Só.

Mas os resquícios e as sequelas existem. Não consigo pensar no meu futuro sem ter um medo imenso de não conseguir me apaixonar. Não consigo conhecer ninguém sem ter medo de me apaixonar. É uma controvérsia horrível.

Eu quero casar e ter filhos e ter uma vida 'normal', do jeito que deveria ter sido. Quero construir minha família e cuidar da minha casa. Aproveito o tempo na casa dos meus pais pra reaprender algumas coisas, me aperfeiçoar em outras e me tornar uma futura esposa melhor.

Eu não quero me machucar de novo emocionalmente. Não aguento mais os altos e baixos das paixonites. Não lido mais muito bem com a incerteza de uma paquerinha e não quero dar vazão a sentimento algum. Se eu acho que estou me envolvendo emocionalmente com alguém, é a hora de encerrar, fechar as portas e ir embora.

Muitas vezes eu acho que apenas "não é a hora certa". Na verdade, não sei se em algum momento vou sentir que é a hora certa, ou a pessoa certa. É tanta incerteza e tanto temor de me machucar de novo, de me enganar tão cruelmente mais uma vez.

Estou sozinha, sozinha, e não sinto falta de nada nesse momento. Mas algumas vezes, bem algumas, sinto falta de carinho e de um amor. Alguém pra me abraçar e me levar ao cinema, alguém com quem fazer planos para o futuro, alguém com quem eu imagine nossos filhos... Não chega a ser uma tristeza, é mais um incômodo.

Eu só espero que um dia a fé de que vai dar certo supere o medo de estar errada - de novo. Espero um dia ser correspondida por alguém que me respeite acima de tudo. Alguém que eu admire, alguém que cuide de mim e nunca me deixe insegura ou desamparada. Que me ame, que me abrace, que me leve ao cinema e que imagine como serão nossos filhos.

domingo, 9 de março de 2014

Let her go



"But you only need the light when it's burning low 
Only miss the sun when it starts to snow 
Only know you love her when you let her go 

Only know you've been high when you're feeling low 
Only hate the road when you're missing home 
Only know you love her when you let her go

(...)

Well you see her when you fall asleep 
But never to touch and never to keep 
'Cause you loved her too much and you dive too deep"

Passenger 
Let her go


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Tem horas que eu acredito piamente que as coisas só aparentam dar certo, pra depois explodirem na minha cara.

Eu tenho tentado ser otimista e ter fé e esperança, mas tá difícil.

A cada esquina, a cada canto, alguma coisa acontece que é exatamente o oposto do que eu esperava ou ansiava. Incrível.

Pra não ser reclamona, meu emprego é uma delícia. Tenho trabalhado o dia todo e minhas turmas são ótimas. Quando estou em sala de aula, sinto que sei o que estou fazendo. Eu faço um bom trabalho. Pelo menos isso.

Em um ano onde o que eu mais fiz foi dizer adeus a expectativas (e a amigas, que não param de me abandonar), posso dizer que todo aquele calor e felicidade direcionados a 2014 já se foram. (E estamos só em fevereiro.)

Vai ser só mais um ano. E tudo bem.

Talvez eu viaje mais. Talvez eu conheça pessoas diferentes e legais. Talvez eu mude de idéia em relação a muitas coisas.

Talvez.

Por enquanto, fica só esse meu mau-humorzão de sábado.

domingo, 8 de agosto de 2010

Eu sempre achei que trocar músicas, trocar "mix tapes", "mix cds" etc, criasse um certo laço de intimidade diferente. Esses dias achei uma caixa de fitas cassetes antigas, que meu pai gravava pra minha mãe. Hoje ele grava CDs, mas a prática continua. Nos filmes, toda vez que existe essa troca de música, existe um certo romance.

Eu sempre gostei de fazer cds pra outras pessoas. A gente coloca um pouco da gente ali. É quase que uma troca de almas. Não sei se é pq a música sempre foi uma parte enorme de mim. Eu sinto como se estivesse te mostrando um pouco de mim. Um pouco do meu íntimo. Um pouco do que se passa dentro de mim. Lembro da primeira fita cassete que uma amiga gravou pra mim, pra me "ensinar" um pouco de rock'n roll. Veio com cartinha e tudo mais (lembra, tay?!). Ela é minha melhor amiga até hoje.

Sabe... Sempre achei q eu fosse me casar com alguém q fizesse CDs pra mim.