terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu tenho uma notícia SUPER boa. Preparados? Ok. Aqui vai! Esse mês vai sobrar dinheiro!!!!!!! Eeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!

Eu tenho trabalhado muuuito, eu saio de casa às 6:20 da manhã e volto às 22, eu levo balão de aluno (esses dias me disseram que "levar balão" é gíria de velho, to chocada), eu recebo atrasado, eu tenho que implorar por vale transporte, eu tenho que participar de balada, festa junina, campeonato de futebol, hopi hari e o caramba... e consigo, no máximo, pagar as contas e colocar combustível no carro (já é alguma coisa). Eu não consegui comprar o raio da revista Gloss, e olha que custa só 5 reais. Eu cancelei um almoço e marquei um "cafezinho" porque sai mais barato. Eu só vou ao cinema qdo meu pai paga pra mim (thank you dad, i love you) e a mamis sempre me paga habbibs (love u too).

Mas Maio quase ninguém cancelou, quem tava me devendo me pagou e eu já sei o que eu vou fazer com o dinheiro! Eu vou cortar o cabelo. hehehehe.

Esse lance de ser mais pobrinha tem sido bem bacana. Eu aprendi um mooooonte de coisa q a gente só aprende vivendo. Eu nunca soube lidar com dinheiro. Eu trabalhei dos 17 aos 21 ganhando muito bem. E gastando muito mais. Criando dívida em cartão de crédito - e não só em um, em 5. Credicard, Visa, Amex, Renner e C&A. E cheque especial. Eu cobria buracos só pra fazer outro maior. Ia pro shopping e voltava com 5 sacolas. (Me lembre de nunca mais trabalhar perto de shoppings, hora do almoço é um perigo.)

Hoje, eu trabalho muito, ganho pouco, mas valorizo tudo o que tenho. Antes, 5 reais era trocado. Vivia perdendo 5 reais por aí. Vivia comprando roupa nova. Vivia no cabelereiro. Vivia comendo fora. Vivia tagarelando no celular pós pago e trocando 500 sms por mês.

(Me senti a Gaby do Desperate Housewives).

Hoje, 5 reais é dinheiro. Eu economizo no q posso pra ver se sobra 5 reais. O celular ainda é pós pago, mas muito mais controlado. Não uso mais cartão de crédito. Tirei o cheque especial.

Eu gostei do livro da Becky Bloom por ser engraçadinho, mas é irreal. Ela não assume as consequêcias de nada e um emprego mágico cai em seu colo, ela paga todas as contas e é feliz pra sempre, até q no próximo livro ela continua gastando tudo. O filme é bem mais "educativo", digamos assim. Ela é forçada a encarar o problema. E a fazer algo a respeito. Ela aprende, muda e cresce. Gostei bem mais.

Graças a Deus pelas crises, pelos problemas e pelas tempestades. De q outro jeito a gente ia aprender?!

(E agora q eu já aprendi bastante, posso aproveitar a bonança por alguns meses, please?!)

3 comentários:

Kali disse...

Você é bem legal. Tipo pessoa ímpar, com quem todo mundo gostaria de fazer par.

Tay disse...

óóóóóóóóun!!!! ^^

Kátia Ruivo disse...

Adorei seu texto! Te achei através do blog da Danielle Means e xeretei!
Tb sou professora, tb tenho vários alunos particulares e passo pelo mesmo problema. A gente fica meio que contando com aquela graninha da bendita aula e o aluno liga e cancela...pronto! Já era!!
Parabéns pelo mês folgado, o meu está mais apertado do que nunca!!

Parabéns tb pelo blog! Adorei

bjs