sábado, 17 de janeiro de 2015

Friend zone

Earthquake defines.

Hoje faz aniversário uma pessoa muito importante pra mim. E aparentemente "Esse é o ano da consolidação pra gente".

Eu desejo de coração que isso significa que vamos consolidar nossa amizade e que eu sempre vou ter você por perto.

Obrigada por ainda ser o tipo de pessoa que me sacode e me deixa completamente atordoada em uma linha. Mesmo que eu não queira fazer nada a respeito.

I love you, let's be friends.

The end.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Algum dia.

Já faz aproximadamente um ano e 4 meses desde que eu saí de casa. Desisti, ao menos emocionalmente. E em menos de 1 mês fará um ano desde a oficialização da minha separação. Estou solteira depois de um relacionamento que, sinceramente, nunca foi normal. Não sinto falta de praticamente nada do meu ex e muitas vezes mal lembro de que um dia fui casada. Sinto falta de ter minhas coisas, minha casinha. Sinto falta da época que morei sozinha. Só.

Mas os resquícios e as sequelas existem. Não consigo pensar no meu futuro sem ter um medo imenso de não conseguir me apaixonar. Não consigo conhecer ninguém sem ter medo de me apaixonar. É uma controvérsia horrível.

Eu quero casar e ter filhos e ter uma vida 'normal', do jeito que deveria ter sido. Quero construir minha família e cuidar da minha casa. Aproveito o tempo na casa dos meus pais pra reaprender algumas coisas, me aperfeiçoar em outras e me tornar uma futura esposa melhor.

Eu não quero me machucar de novo emocionalmente. Não aguento mais os altos e baixos das paixonites. Não lido mais muito bem com a incerteza de uma paquerinha e não quero dar vazão a sentimento algum. Se eu acho que estou me envolvendo emocionalmente com alguém, é a hora de encerrar, fechar as portas e ir embora.

Muitas vezes eu acho que apenas "não é a hora certa". Na verdade, não sei se em algum momento vou sentir que é a hora certa, ou a pessoa certa. É tanta incerteza e tanto temor de me machucar de novo, de me enganar tão cruelmente mais uma vez.

Estou sozinha, sozinha, e não sinto falta de nada nesse momento. Mas algumas vezes, bem algumas, sinto falta de carinho e de um amor. Alguém pra me abraçar e me levar ao cinema, alguém com quem fazer planos para o futuro, alguém com quem eu imagine nossos filhos... Não chega a ser uma tristeza, é mais um incômodo.

Eu só espero que um dia a fé de que vai dar certo supere o medo de estar errada - de novo. Espero um dia ser correspondida por alguém que me respeite acima de tudo. Alguém que eu admire, alguém que cuide de mim e nunca me deixe insegura ou desamparada. Que me ame, que me abrace, que me leve ao cinema e que imagine como serão nossos filhos.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

I'm through

"I know there'll come a time again
When everything will fit right in
And I won't have to see your face
In strangers on the street"
Ingrid Michaelson - I'm through

Eu não consigo dormir, como muitas vezes acontece. Mas já não consigo chorar também, como se as lágrimas tivessem secado.

Coloquei essa música para repetir no celular, porque eu não quero ouvir mais nada. Hoje, eu decido não ouvir mais nada pelo resto da minha vida. Só essa música horrorosa que diz tudo o que eu quero te dizer.

"I'll always know you were the one to rip me from the ground".

Eu só queria que isso acabasse. Já entendi que provavelmente nunca mais vou te ver. Não vamos nos esbarrar no supermercado ou no barzinho. Não vou te encontrar por acaso na rua. Nós pertencemos a mundos opostos e eu nem sei como é que te encontrei em primeiro lugar.

Mas você sempre dá um jeito de chamar minha atenção, de marcar território, de acenar na minha cara e dizer, "Ainda estou aqui. Ainda penso em você. Ainda não acabou."

Só que acabou.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quase todos os dias hoje são dias bons. Ainda sou pega de surpresa por sentimentos tão profundos e doloridos, que me tiram o fôlego.

Nesses dias, chego em casa com um sentimento indescritível de "quero a minha casa" e não tenho pra onde correr. Meu quarto fica pequeno demais, o nó na garganta não some. Eu quero deitar no sofá da sala e chorar e não posso. Não tem onde me esconder.

Na maioria das vezes, é hormonal e eu me concentro no pensamento de que em 3 dias passa. É só a TPM. São os hormônios me afetando. Está tudo bem. Geralmente passa logo.

Hoje, eu não sei.

Aliá, eu sei sim. Sonhei que a nova namorada do meu ex-marido me desprezava, foi horrível. E quando acordei, alguém que tinha sumido da minha vida, resolveu aparecer porque precisa da minha ajuda. Eu jurei que ia dizer não, mas eu não consigo. Foi muita emoção pra uma manhã só.

Achei que ele tinha ido embora pra sempre e aí hoje eu me vi confusa e ansiosa de novo, torcendo pra conseguir colocar esses sentimentos sob controle logo.

Estou bem melhor do que achei que ficaria. Só queria me isolar um pouquinho pra digerir tudo o que aconteceu, mas mesmo com o feriado chegando, essa não é uma opção.

Vou sobreviver. Eu sei que vou. Já passei por muito pior e não morri. Devagarzinho tudo vai para o lugar a que pertence. Meu ex não me incomoda, a nova namorada dele não fala comigo (esses sonhos são péssimos, mas são raros pelo menos), e ele... well... Não é uma icógnita porque eu não tenho lugar pra ele na minha vida, pelo menos não hoje. Só não sei como manter minha distância, mas eu tenho certeza que vou dar um jeito. Não é opcional.




domingo, 9 de março de 2014

Let her go



"But you only need the light when it's burning low 
Only miss the sun when it starts to snow 
Only know you love her when you let her go 

Only know you've been high when you're feeling low 
Only hate the road when you're missing home 
Only know you love her when you let her go

(...)

Well you see her when you fall asleep 
But never to touch and never to keep 
'Cause you loved her too much and you dive too deep"

Passenger 
Let her go


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Tem horas que eu acredito piamente que as coisas só aparentam dar certo, pra depois explodirem na minha cara.

Eu tenho tentado ser otimista e ter fé e esperança, mas tá difícil.

A cada esquina, a cada canto, alguma coisa acontece que é exatamente o oposto do que eu esperava ou ansiava. Incrível.

Pra não ser reclamona, meu emprego é uma delícia. Tenho trabalhado o dia todo e minhas turmas são ótimas. Quando estou em sala de aula, sinto que sei o que estou fazendo. Eu faço um bom trabalho. Pelo menos isso.

Em um ano onde o que eu mais fiz foi dizer adeus a expectativas (e a amigas, que não param de me abandonar), posso dizer que todo aquele calor e felicidade direcionados a 2014 já se foram. (E estamos só em fevereiro.)

Vai ser só mais um ano. E tudo bem.

Talvez eu viaje mais. Talvez eu conheça pessoas diferentes e legais. Talvez eu mude de idéia em relação a muitas coisas.

Talvez.

Por enquanto, fica só esse meu mau-humorzão de sábado.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Só hoje.

Hoje, pela primeira vez, eu senti uma brisa de felicidade passar por dentro de mim. Talvez hoje tenha sido o primeiro dia em que eu parei de tentar tanto parecer feliz.

Hoje, fiquei na cama o dia todo. Mas, incrivelmente, não gastei meu tempo pensando e analisando a situação. Dexter ajudou bastante. Nada como um seriado violento pra espairecer.

Hoje, só ficou a saudade. A esperança se foi. Acho que era ela que me deixava tão ansiosa e carregada de sentimentos misturados. Um misto de paixão e agonia.

De alguma forma, eu sinto que você também tem tentando chamar a minha atenção, mas preciso fingir que não estou nem aí pra você, até que um dia eu mesma acredite nessa bobagem.

Que esse tenha sido o primeiro de muitos dias bons.