sábado, 7 de dezembro de 2013

Blue

Eu não consigo escrever.

A simples idéia de concretizar os pensamentos no papel - ou no computador - faz minha cabeça doer e meu estômago revirar. A atual dor de cabeça me acompanha desde o começo da semana e não há remédio que faça passar. Nada tira o nó da minha garganta.

Eu não consigo conviver bem com o turbilhão na minha cabeça e ainda não fiz as pazes com a minha vida, nem com tudo o que Deus permitiu que acontecesse. De certa forma, estou brava. Estou tão, tão, tão brava com tudo que não consigo sentir mais nada que não seja total e completa irritação. E eu choro. Muito.

É como se tudo o que eu tentei fazer esse ano se resumisse em um monte de decisões mal tomadas. Desculpe o termo, mas tudo deu em merda. Eu tenho sim, pelo que ser grata: estar sozinha (que em comparação ao que eu tinha, é sim motivo de alegria) e meu atual emprego, pelo qual estou completamente apaixonada. Eu tento focar nas coisas boas e nas pequenas conquistas, mas ainda não consigo chacoalhar o enorme sentimento de fracasso que ainda pesa sobre meus ombros.

John Mayer disse uma vez que nós vamos surtar de vez em quando. Pelo menos uma vez por semana, nós vamos nos sentir péssimos. E que ajuda se já estamos esperando por isso. De fato, ajuda. Eu não sinto a obrigação de ficar bem o tempo todo. Eu me permito esses momentos de desolação e tristeza - por enquanto.

Resolvi não esperar mais nada de 2013. Se é a melhor estratégia, eu não sei. Mas eu pretendo deixar todo o sentimento de desprezo, frustração e abandono para trás em 2014. Quando a gente coloca uma data, parece que fica mais tangível, mais palpável.

Eu nunca passei a virada do ano de branco, porque nunca fui supersticiosa, mas dessa vez, é como se fosse um marco. Dia 31 de Dezembro eu sairei da minha casa, e irei passar a virada do ano num lugar lindo. Deixarei tudo pra trás. E vou pedir pra Deus a minha paz de volta. A minha alegria. E aí chega de tristeza.

Já comprei o meu vestido. Já planejei a minha alegria. E vou ensaiando até lá. Hoje eu não consegui. Quem sabe amanhã não amanheço feliz e sem essa dor chata.

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