terça-feira, 3 de setembro de 2013

Brilho Eterno

Eu nunca tinha entendido o frisson com o filme "Brilho Eterno de um Mente sem Lembranças" até hoje. Nunca entendi o porquê de se querer apagar a memória. Eu assisti o filme quando era adolescente e pra mim, poder lembrar de tudo que se passou era uma dádiva. Começou e acabou, mas eu tenho todas as boas lembranças, apesar delas causarem uma saudade imensa. Isso não é bom?

Hoje, eu entendi.

Hoje, eu simplesmente gostaria de poder passar a faca.

Virar a página.

E nunca mais olhar pra trás.

Sem a dor das lembranças, das decisões erradas, da dor causada, de toda a humilhação, de todo o cansaço. Eu sou diferente hoje, estou crescida, desiludida e mais forte. Mas cheia de cicatrizes, cheia de machucados que estão sarando e curando. Emocionalmente, me sinto espancada - literalmente. Fechar os olhos e ainda ter flashes de tudo o que aconteceu é simplesmente mais do que eu possa suportar.


2 comentários:

Jazz disse...

O FILME mostra justamente isso... que não adianta apagar as memórias, o destino é irônico.

Jazz disse...

Na verdade, eu vejo a moral do filme como o seguinte: não adianta tentar apagar, a lembrança vai continuar lá. E, no fundo, ainda bem: para não cometermos os mesmos erros de antes.

Beijos.