quinta-feira, 18 de julho de 2013

Wild horses

Posso pensar na minha vida como uma jornada a cavalo. Uma cavalgada. Até porque eu sou péssima em andar a cavalo. Eu me sinto desconfortável a maior parte do tempo, e quando o cavalo começa a trotar, é horrível. Ao mesmo tempo, se ele corre, eu entro em pânico e começo a pender pra direita ou pra esquerda.

Mesmo quase caindo de um lado ou do outro, eu me agarro às rédeas e tento volta à posição inicial. Consigo diminuir o ritmo, tomar o controle de novo - mesmo que por alguns momentos.

(Eu sou, sinceramente, muito ruim mesmo nessa história de andar a cavalo. Fora o medo que eu tenho de cavalos em geral.)

É assim que eu tenho me sentido há algum tempo. Parece que ou estou trotando desconfortavelmente, sem muita segurança, ou estou correndo, quase caindo, tentando de alguma forma me manter equilibrada e vencer o medo.

Até o dia em que eu cai do cavalo.

Sabe, essa história de que temos que levantar e continuar tentando é poesia. Soa bonito.

Eu cansei.

Já tive fases assim e superei. Mas não me peça pra subir no cavalo de novo. Por enquanto, eu estou no chão: machucada, ferida e  frustrada. Eu vou continuar aqui, se não tiver problema. Eu só quero poder parar de tentar por algum tempo. Será que eu posso só descansar e curar minhas feridas? Será que o mundo poderia parar de ser tão exigente o tempo todo? Será que as pessoas poderiam parar de fazer tantas perguntas e querer saber tantas coisas? Será que eu poderia apenas ser eu mesma e tudo bem?

Estou exausta de fazer as coisas apenas pra tentar agradar x ou y e ainda ter que ouvir sobre o quão inadequada e inapta eu sou.

Depois vem gente querer me lembrar o quão "especial" eu sou.

Eu sei quem eu sou. E são as pessoas que às vezes parecem fazer questão que eu me sinta um fracasso, mesmo que eu não queira me sentir assim.

Eu não consigo escrever mais porque parece que tudo o que eu sinto ultimamente é negativo e horrível e eu não sou esse tipo de pessoa.

Então me deixa. E quando eu conseguir me sentir como eu mesma de novo, eu volto.

Um comentário:

C. disse...

Não pare de escrever! O seu blog é um dos últimos que tem cara de diário e me ajudam a pensar na minha própria vida tbm!

Beijos