segunda-feira, 13 de maio de 2013

Eu não bebo. Pelo menos, não com frequência.

Eu costumava beber socialmente em saídas, restaurantes e afins, mas depois do causo com o marido, resolvi parar. Até que abrimos a garrafa de vinho aqui em casa. Hoje, minha jantinha será miojo e vinho. Muito glamoroso (só que não).

Ultimamente, me pego pensando que talvez eu deveria beber vinho (ou alguma outra bebidinha com baixo teor alcóolico) com mais frequencia. Não que eu acho que seja saudável ou bom, mas porque eu ando tão estressada! Fico me questionando se isso não ajudaria a aliviar as tensões. Juro.

Tenho tidos sonhos esquisitos com muita frequencia. E por esquisitos, eu quero dizer: específicos. Sempre com o mesmo tema recorrente, com a mesma pessoa. Esses sonhos me acompanham há +/- 8 anos. Acordo num misto de tranquilidade-felicidade-confusão mental. Os sonhos sempre são bons, mas eu não consigo entender porque eu sempre sonho a mesma coisa (ou quase isso).

Falando em coisas perturbadoras, há algumas semanas, num momento de crise, fiz algo que ninguém deveria nunca fazer: mandei um SMS sem sentido, sem propósito e sem objetivo nenhum pra uma pessoa com quem eu não falo há meses. E o pior foi que a pessoa não respondeu - e me deixou mais sem graça ainda, por dias.

Depois disso desencanei. Ninguém mandou eu ser doida.

Aí semana passada a pessoa me responde. Depois de muuuuitos dias. Fiquei pensando o que fez ela me responder. Foi algo do tipo, "Só agora vi que não respondi sua mensagem". Na hora nem liguei, mas depois aquilo ficou me atormentando.

Queria muito saber porque ela gastou semanas pra me responder um SMS sem sentido nem propósito. E porque que eu tive uma resposta at all.

Eu respondi fazendo promessas de keep in touch que eu não compriria. Nem a outra pessoa. E ri sozinha. Eu não sou a única doida.

(Por que será que algumas loucuras perduram?)

Outra coisa que descobri nos últimos dias é que, de fato, a gente só tem um "grande amor da vida toda". E que depois que a gente encontra, qualquer outra pessoa é apenas outra pessoa. Apesar de podermos desenvolver sentimentos genuínos por pessoas queridas, um grande amor é sempre um grande amor. E depois existem amores normais. (E nem sempre o grande amor é pra sempre, ou tem um final feliz, mas ninguém nunca o desbanca).

E se aqui tá sem pé nem cabeça, posso culpar o vinho de barriga vazia? O miojo ainda está na panela.


Um comentário:

Anônimo disse...

Sonhos refletem nossos desejos mais íntimos...ou medos. Beber faz bem, mas não faz esquecer aquilo que desejamos ser deletado da mente. "Um grande amor" sempre será um grande amor e único.

Viva intensamente a realidade, isso ameniza sofrimentos. Só quem liberta o coração daquilo que nos deixa "pesados" ou "pensativos", é Deus. Somente Ele.