quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Eu fico com um turbilhão de pensamentos na minha cabeça e resolvo escrever. Aí abro a página do blog e não consigo escrever uma linha.

Às vezes, tenho muito medo de colocar meus pensamentos em palavras e torná-los um pouquinho mais reais.

Muitas vezes, acho que não tenho o direito de pensar em certas coisas, nem de revirar certas caixinhas da memória.

Eu sei que eu cresci. Eventualmente, tinha que acontecer. E ninguém nunca te explica o tanto de coisas que devemos deixar pra trás. Ainda tenho tanta coisa pra aprender, mas eu já me sinto tão... diferente.

Eu li meu blog antigo e vi ali uma menina tão obcecada em analisar cada vírgula de tudo o que acontecia na vida. Hoje, eu vejo o tanto de tempo perdido que isso é.

O problema é que, apesar de distante da minha realidade hoje, aquela menina ainda existe. Sufocada. Amarrada. Eu tive que tomar decisões de dizer adeus pra ela e pra tudo o que ela representava.  E recomeçar.

E eu recomecei.

A essência permanece. Eu ainda sou eu mesma.

Ainda luto contra os mesmos "demônios".

E, se depender de mim, as coisas continuarão do jeito que estão: andando pra frente, prosseguindo para aquilo que ainda há de vir, sem viver de passado e sem olhar para trás.

Crescer é difícil. Não é pra qlqr um, sabe.

(E tem horas que eu queria poder parar, só um pouquinho, porque parece que as coisas estão acontecendo rápido demais.)

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