domingo, 16 de setembro de 2012

Mais um da série 2006.



[Volta logo Grey's Anatomy.]

Ninguém quer ver um filme em que o mocinho e mocinha não ficam juntos. Mas sabe que às vezes esse é o final feliz - por enquanto.

Meu 'final feliz' foi meu casamento com meu marido - até que a morte nos separe. Mas, para que isso acontecesse, eu tive que não ficar com o mocinho da época algumas vezes. E pode ter parecido um final miserável e horroroso pra mim naquele tempo, mas - como diria Jorge Vercilo - eram pontes, e não finais.

Ao mesmo tempo, página virada não é página esquecida. Somos construídos em cima daquilo que vivemos. Somos feitos de todos os tijolos (que metáfora mais brega).

O que estou querendo dizer, é: nada tem um fim em si mesmo. Algumas coisas se quebraram em mim no passado, permanentemente. Acredito que Deus pode nos curar e nos restaurar, sim... mas não sou a mesma. O que aconteceu, acontecido está. As consequências perduram, porque Deus é justo e não mágico.

Algumas coisas, eu faria todas de novo. Porque foram tão boas enquanto duraram. Mesmo aquelas paixonites totalmente platônicas. Apesar da gente chorar e sofrer por gente que nem sabe que a gente existe, é quase obrigatório de se viver. Todo mundo tem que passar por isso. É quase como se a gente tivesse que aprender a sofrer.

Outras coisas, foram tão doloridas, mas tão sofridas e duraram tanto tempo... sempre pensei que deveria ter feito diferente, deveria ter evitado, deveria ter sido mais inteligente... Hoje, quando olho para traz, percebo que não tinha como. Não dava para evitar. E eu não tinha a menor chance.

Às vezes penso que meu marido seria mais feliz comigo se eu tivesse mantido uma certa ingenuidade e romantismo. Eu sempre fui muito romântica e "fofinha". Hoje sou tão mais prática. Não sei porque isso se perdeu. Por que será que a gente tem que perder coisas no processo??

Algumas dores fazem parte de quem eu sou e, apesar de não conseguir me imaginar diferente do que sou, acredito que, se eu pudesse ter evitado, hoje eu seria mais feliz e mais completa.

Não que eu não seja feliz. Mas tem sempre um lado dark and twisty em mim que não me deixa acreditar completamente em certas coisas.

Uma pena.


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